quinta-feira, 30 de junho de 2016

Os 40 anos do Jogo da Transformação


Desde os anos 80 já tive inúmeras experiências com abordagens terapêuticas e grupos de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal (em São Paulo, Campinas, Curitiba e outros lugares) - e o Jogo da Transformação é um dos instrumentos mais completos e profundos que conheço.
O jogo foi criado em 1976 por Joy Drake e Kathy Tyler - na Comunidade de Findhorn/Escócia. 
A experiência com o jogo (dura de 6 a 8 horas) traz uma clareza enorme com relação ao tema abordado e gera insights valiosos. O jogo tem uma simbologia riquíssima e reproduz a complexidade e sutileza do processo de transformação a partir da visão integral do ser humano (nível físico, emocional, mental e espiritual). Cada jogador tem a sua trilha, assim como cada pessoa tem sua jornada de individuação. Não existe competição. Cria-se um ambiente de apoio, partilha e confiança. O tabuleiro é o "campo" que permite visualizar todos os elementos que estão presentes e como eles se afetam mutuamente. Cheio de sincronicidade. 
A maioria de nós conhece jogos de tabuleiro como brinquedo, mas os jogos de tabuleiro são encontrados em culturas milenares e são cheios de elementos arquetípicos. Jung iria adorar o Jogo da Transformação. 
Com Sara Marriott e Theresa Carlota
Conheci o jogo em 1988 - em Nazaré Uniluz (Nazaré Paulista), trazido para o Brasil pela escritora americana Sara Marriott. Em 1990 uma amiga trouxe um jogo da Escócia pra mim. Comecei a praticar com amigos e colegas de trabalho. Em 1998 fiz a formação e passei a aplicar o jogo profissionalmente como facilitadora credenciada. Tenho uma gratidão imensa por ser facilitadora desse instrumento. Ao longo desses mais de 25 anos de prática realizei incontáveis workshops nos mais variados contextos. Acompanhei processos impressionantes de indivíduos e grupos - e aprendi muito. Aprendi que toda dor tem uma cura e que a casa seguinte pode ser a Casa do Milagre. Continuo me transformando e participando da transformação de quem entra na trilha.

Com Mary Inglis da InnerLinks Associates - set/1998

Formação de facilitadores - 1998
Sou grata em especial à minha mestra Mary Inglis (InnerLinks Associates), com quem fiz a formação - e à Olga Balian (Taygeta), por tornar possível a versão do jogo em português e promover sua expansão no Brasil. Que o Jogo da Transformação continue contribuindo para transformar corações e mentes. 
Sandra Felicidade

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A vida te deu um limão?

Algumas pessoas cruzam nosso caminho e deixam uma mensagem que é pra vida toda. Na adolescência (outro dia mesmo) eu tive um professor de redação maravilhoso chamado Manoel. Nós o chamávamos Prof. Manoelzinho. Ele tinha um carisma enorme com a turma e nos instigava muito para que escrevêssemos sobre o que nos inquietava. Eu costumava achar meus textos medianos. Um dia ele entregou minha redação e disse que gostaria de falar comigo depois da aula. Fiquei preocupada. Ele havia gostado muito do meu texto, mas ficou preocupado e queria saber se estava tudo bem comigo. Contei que estava passando por um momento muito difícil com a separação dos meus pais – não só pela separação, mas por todas as implicações. Ter pais separados não era uma coisa tão comum no início dos anos 80. Ele me ouviu com muita atenção e disse: “Esse é um limão que a vida está te entregando e veja só o que você fez. Seu texto está ótimo! A vida te deu um limão? Agarre e crie algo interessante com isso.” Bom, de lá pra cá fui aprendendo a transformar limões e a vida muitas vezes não dá tempo para o mimimi. Tem que ser rápido.

Não estou banalizando o sofrimento causado por uma mudança abrupta, muito ao contrário. Só que a vida pode não dar todo o tempo que a gente gostaria. Passado o tempo necessário para assimilar a nova situação, é preciso fazer movimentos práticos. Muitas vezes o que a gente chama de desastre são os ciclos da vida mesmo. As coisas mudam. Para que surja o novo alguma coisa precisa terminar antes. E ficar tempo demasiado esperando que as coisas voltem a ser como antes pode ser arriscado e inútil, as coisas não vão voltar a ser como antes. A medida da urgência e da cautela depende muito dos filhos. Críticas vêm aos montes, principalmente de quem nunca passou pelo que você está passando, ignore. Normalmente quem já passou pela mesma situação é muito mais empático e solidário, agradeça a presença desses seres benevolentes.

Em meados dos anos 90 abri uma empresa de marketing direto, trabalhando em parceria com uma agência de propaganda. Recém-saída de uma multinacional, queria um trabalho mais independente para poder ficar mais tempo com meus filhos ainda muito pequenos. O trabalho ia muito bem até que uma crise econômica fez nossos principais clientes dispensarem nossos serviços de uma hora pra outra. Foi um verdadeiro caminhão de limões descarregado na porta. Durante um tempo a gente ainda pensa que as coisas vão “voltar ao normal” – o que quer que isso signifique. Mas não foi o caso e era preciso mudar de perspectiva rápido. Foi aí que surgiu um convite de trabalho em Curitiba, cidade que vivia um boom com a chegada das montadoras. A decisão foi rápida, mas a transição foi gradual a fim de organizar tudo o que envolvia mudar para outra cidade com filhos pequenos. As pessoas diziam que era loucura mudar para tão longe, sem ter uma rede de apoio. Uma coisa que a gente aprende quando não há rede de proteção é saltar sem rede de proteção mesmo. Foi o passo de fé e foi a melhor coisa a ser feita. A mudança trouxe experiências de muito crescimento que não teriam existido se as coisas estivessem confortáveis.

Foto: Dalai Lama - Valores Humanos e sua prática na vida cotidiana
Ópera de Arame - Curitiba - 05/06 de abril de 1999
Já em Curitiba, participei de um seminário com o Dalai Lama e a fala mais marcante dele foi sobre sua experiência pessoal no exílio. Ele dizia que mesmo diante da situação mais adversa é possível encontrar coisas muito positivas que não aconteceriam sem aquela experiência. Ele falou sobre a dor de ter fugido de seu país e da opressão em que vive o povo do Tibet. Mas ele disse que foi isso que provocou a expansão do budismo tibetano com sua mensagem de compaixão. Ironicamente, a opressão da China impulsionou a mensagem central do budismo e chamou a atenção do mundo para a questão do Tibet. Ele próprio disse que não teria se tornado um cidadão do mundo com diálogos multilaterais como os que ele mantém hoje. Vale ainda enfatizar que os conhecimentos milenares do budismo têm contribuído muito com os estudos avançados no campo das neurociências.

Não penso que a gente precise sempre aprender pelo caminho mais difícil, dolorido. Acho que é muito bom evoluir com experiências agradáveis e desejadas, mas nem sempre vai ser assim. Então é melhor desenvolver uma plasticidade diante da vida, porque muitas vezes o que estamos encarando como negativo não é o fato em si, mas a percepção que temos dele. Meu querido mestre Gaiarsa dizia: “Ao entrar em uma situação, não vejo o que está acontecendo. Vejo somente se o que está acontecendo está ou não de acordo com o que devia estar acontecendo. O resto é ‘errado’, não devia ter acontecido, não devia estar ali. Precisa ser desfeito assim que possível. Ninguém pensa o único pensamento sensato: se não aconteceu o que se esperava, vamos experimentar de outro jeito.”

É melhor ter preferências do que exigências. Dessa forma, se as coisas tomam um rumo diferente do esperado isso não gera um sofrimento prolongado e desnecessário, apenas uma frustração momentânea e a necessária mudança de rota. Alguém duvida que a habilidade de transformar os limões da vida seja a habilidade do momento? Charles Einsenstein (Economia Sagrada) diz que as coisas não voltarão ao “normal”, simplesmente porque está surgindo uma nova normalidade. Então a velha forma de lidar com as coisas não vai funcionar mais. Por isso estamos vendo tantas crises no mundo. Isso não é necessariamente ruim, é uma nova ordem. Significa que temos que criar uma nova forma de conduzir a vida.

Muitas vezes tive que lidar com o limão que a vida trouxe. Aprendi a enxergar de outra forma e, sempre que possível, procuro tirar o rótulo de “bom” ou “ruim” daquilo que se apresenta. No fim, tudo é experiência - e alguns atributos a gente nunca desenvolveria se a situação tivesse sido sempre favorável. Concordo com Renato Russo, quando tudo parece dar errado, acontecem coisas boas que não teriam acontecido se tudo tivesse dado certo.

Sandra Felicidade

quarta-feira, 9 de março de 2016

Minha Boneca Waldorf Articulada

Consumismo e Criatividade: lições da boneca Waldorf


Há algumas semanas realizei meu sonho de aprender a confeccionar uma boneca Waldorf. Sabia que seria muito mais do que simplesmente aprender a fazer uma boneca. E foi mesmo. A experiência me fez pensar sobre a importância do fazer com as mãos. Um valor esquecido num mundo que define pessoas pelo poder de compra. As coisas estão prontas nas prateleiras e vitrines, basta comprar. E o que está pronto para ser consumido cobra um preço muito maior do que o seu valor monetário. Tira de nós a criatividade. De alguma forma fomos aprendendo que é melhor comprar do que fazer. Criar é uma atividade arriscada, é mais seguro consumir. Não é à toa que adotamos com naturalidade o termo “sociedade de consumo” e que ninguém considera uma ofensa ser chamado de consumidor. Nossa capacidade de criar ficou adormecida. Quantas vezes eu ouvi pessoas dizerem com resignação que não são criativas. Aceitamos a ideia de que criatividade é um dom de alguns poucos privilegiados, os artistas e os escritores. As pessoas comuns precisam lutar para ter um bom emprego (que não exija nem estimule a criatividade) e assim podem comprar o mundo que é vendido pronto nas prateleiras.


Nossa oficina de confecção de bonecas começou na sexta-feira. O local, um espaço de coworking todo colorido e lúdico. Nosso ambiente de criação, uma sala ampla, cheia de desenhos nas paredes e janelas enormes que deixavam o verde da rua entrar. Nossa mestra bonequeira, Nina Veiga, nos recebeu na porta da sala com um abraço e uma saudação individual: “Que bom que você está aqui.” Foi assim nos três dias. Já no início ela lançou uma provocação: “Quem faz corre riscos. Não há garantia nenhuma, pode dar tudo errado.” Enquanto ela dizia isso olhei para o meu material: pedaços de arame, fita crepe, lãs, algodão, tecidos, linhas e agulhas de vários tamanhos. Até domingo isso tudo tem que virar uma boneca. Não há garantia nenhuma, pode dar tudo errado. Ainda bem que ela já avisou, pensei. Mas estou aqui e vou correr o risco.

Estrutura e Flexibilidade


Cada etapa da confecção da boneca é acompanhada de uma reflexão sobre o elemento que está sendo trabalhado e seu significado. Um ponto fundamental é o uso do arame e a função que ele tem. É ele que deixa a boneca (ou boneco) firme e permite que ela seja articulada, que possa assumir diferentes posições. Estrutura e flexibilidade - as duas coisas precisam existir como condição para a articulação. Eu mal tinha conseguido torcer e prender os arames e já conseguia ver uma estrutura ali. Se você não cuida dos detalhes dessa fase, não terá sustentação para os elementos que vêm depois. Se a articulação é uma qualidade interessante para uma boneca, imagine para uma pessoa. Uma pessoa articulada tem desenvoltura e flexibilidade mental para fazer novas associações e criar novas experiências. A vida se torna criativa e ganha plasticidade. Aqueles pedaços de arame retorcidos estavam me ensinando algo e eu estava achando tudo muito interessante. 




Cada parte tem um correspondente simbólico importante. O centro é o coração que recebe um cuidado especial. Ele une pernas, braços e cabeça. A união entre fazer e pensar a partir do coração, o centro da Coragem. O recheio vai criando o corpo da boneca. Várias camadas de lã de carneiro envolvem o arame e dão forma ao corpo da boneca. Nessa etapa o fantasma do "pode dar tudo errado" já foi superado. Alguma coisa já deu certo, fiz um corpo e isso não é pouca coisa. A pele é a fronteira com o mundo e um elemento importante de relação e troca. Precisa proteger, mas também precisa ser flexível e permeável. Nossa mestra bonequeira repetiu muitas vezes: "as forças do mundo nos atravessam o tempo todo; precisamos de proteção tanto quanto precisamos de permeabilidade para que essas forças possam nos transformar – e nós a elas." (adorei isso!) Precisamos ter “poros” na relação com o mundo. Havia muitas opções de tons de pele. Diferente da padronização das bonecas vendidas na loja, fazer uma boneca permite expressar a beleza da diversidade. A sensação tátil produzida por uma boneca feita à mão é muito diferente do contato com uma boneca industrializada. Uma boneca é um brinquedo carregado de experiências de afeto, mais do que outros brinquedos. Então a sensação tátil é um aspecto muito importante. Se estamos falando de experiências de afeto, vale enfatizar que bonecas e bonecos são brinquedos para c r i a n ç a s - meninas e meninos - e para adultos. Sou apaixonada por bonecos e eles são a alma do meu trabalho com jogos de tabuleiro. 

Quando chegamos na cabeça a coisa ficou ainda mais interessante e desafiadora. Nina explicou que a boneca tem fisionomia, mas não tem expressão – e isso tem fundamentos importantes dentro da Pedagogia Waldorf que fazem muito sentido. O rosto de uma boneca Waldorf é muito peculiar. Olhos e boca são bordados, nunca pintados. São pequenos e delicados e não evidenciam uma expressão em particular. Achei isso importante porque as bonecas disponíveis no mercado são estranhas - hiper sexualizadas ou medonhas como a noiva do Chucky. Na Waldorf os contornos do rosto são feitos a partir do recheio e das costuras na parte interna da cabeça. Inacreditável. Quando ela disse que aquela bola de tecido recheada com algodão rústico seria um rosto com nariz e tudo, achei que não daria conta. Estava enganada. Pirei nessa etapa da cabeça.

Felicidade: minha boneca Waldorf articuladíssima! 
Os detalhes finais vão evidenciando a singularidade do processo de criação. Aos poucos fomos percebendo que mesmo recebendo as mesmas instruções e trabalhando com materiais similares, cada pessoa confeccionou uma boneca (ou boneco) diferente. É uma atividade feita em silêncio. Exceto pelas instruções práticas e pelo conteúdo teórico essencial nesse aprendizado, o processo requer introspecção, atenção e intenção nos gestos. Em geral, ouvia-se só a voz da Nina. Sua fala foi intensa e inspirada como convém a uma boa contadora de histórias. Além disso, o conteúdo teórico foi de uma riqueza que levarei algum tempo para processar. O fato é que a experiência de confecção de uma boneca Waldorf articulada provoca muitos questionamentos sobre a nossa forma de viver. Eu poderia ter ido somente com o propósito de aprender a fazer uma boneca, mas decidi que aproveitaria tudo o que a experiência me permitisse. Quando me vi diante da boneca pronta, fiz uma síntese de tudo que emergiu no processo: monetização e padronização da vida, relação com dinheiro, relação com o outro, consumo, criatividade, diversidade, responsabilidade, uso dos recursos e nosso papel no mundo hoje. Encerramos nosso trabalho sentadas em círculo, cada uma com sua criação no colo. O pensamento que fechou a oficina ainda está ecoando em mim:

“Não tenho controle sobre o que chega do mundo, mas posso escolher como lidar com o que chega. E quando devolvo para o mundo, devolvo outra coisa.” Nina Veiga*

O título merece uma explicação:

Minha: é uma experiência muito pessoal que envolve um mergulho na própria infância (2º setênio – 7 aos 14).
Boneca: é um brinquedo carregado de experiências de afeto (por representar uma figura humana), mais do que os outros.
Waldorf: forma de estar no mundo, expressão da singularidade.  
Articulada: expressa a capacidade de movimento, plasticidade, ampliação de possibilidades.

Curiosidade: em alemão, wald é floresta; dorf é aldeia.

Batizei minha boneca de Felicidade.

Sandra Felicidade

*Oficina da Boneca Waldorf Articulada – Curitiba, 12 a 14 de fevereiro.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Presente


O maior ato de desapego é soltar o passado e as preocupações com o futuro e viver no momento presente. Quando fazemos isso concentramos nossa atenção e energia e não nos desvitalizamos com críticas, comparações e julgamentos. O desapego nos libera da culpa e do arrependimento, que são um grande desperdício de energia. No momento presente, não precisamos possuir ou perder nada. 

O Anjo do Desapego - Meditando com os Anjos (Sônia Café)

domingo, 3 de janeiro de 2016

Criatividade e Física Quântica

"Se você não sentir que uma certa questão deva ser investigada, que ela é importante, não o faça. Dê um tempo. Já tentou se comprometer com sua própria liberdade? Existem movimentos de consciência sutis, sincronicidades, e eles nos ajudam. Não estamos sozinhos
 em nosso esforço pela atividade criativa."
 Amit Goswami


Amit Goswami é conhecido pela capacidade de cruzar as fronteiras do pensamento científico convencional. Além de integrar ciência e espiritualidade, ele é um pensador transdisciplinar e traz sempre uma visão abrangente numa linguagem acessível, própria de quem dialoga com todos os públicos. 

No livro Criatividade para o Século 21, Goswami fala do processo criativo a partir da visão de consciência da física quântica. Considera ainda a sincronicidade e o inconsciente coletivo como elementos essenciais na criatividade. O livro fala sobre a criatividade na ciência, nos negócios, na arte e no nosso processo de evolução individual.

Para ele todos nós somos criativos e o insight é o salto quântico que rompe com nossas formas convencionais de pensar e abordar as questões da vida. 


Criatividade para o Século 21*

A criatividade é intencional. Mas por que criatividade? No nível pessoal, o propósito da criatividade é explorar nossa intuição – os contextos arquetípicos de pensar e sentir – e fazer com que ela se manifeste. Cientistas investigam sobretudo o arquétipo da verdade, enquanto os artistas voltam-se notadamente para o arquétipo da beleza; os negócios seguem o arquétipo da abundância, e a criatividade interior segue sobretudo o arquétipo do amor e da bondade, e assim por diante. Leva tempo para explorar os arquétipos, não uma vida, mas muitas vidas são necessárias. Thomas Edison intuiu corretamente essa condição quando disse “Gênio é experiência. Alguns parecem pensar se tratar de um dom ou talento, mas ele é fruto de uma longa experiência em muitas vidas. Algumas almas são mais velhas do que outras, e por isso conhecem mais.” 

Para a maior parte de nós o gênio parece estar engarrafado – libertar o gênio equivale a se tornar um gênio. É líquido e certo que ao compreender o que a criatividade significa, o papel que ela desempenha em nosso autodesenvolvimento, o modo como nosso processo criativo funciona e de onde vem nossa motivação, faremos as vezes de valioso auxílio para que muitos ultrapassem as barreiras que nossos conceitos limitantes impõem à nossa criatividade natural. Pode a criatividade se expressar com tanta potência como a de Einstein, a de Gandhi? Depende de nós mesmos. 

Amit Goswami

*Criatividade para o Século 21: uma visão quântica para a expansão do potencial criativo / Amit Goswami - São Paulo: Goya, 2015.